A Polícia Federal iniciou um procedimento preliminar de investigação para examinar possíveis suspeitas de interferência e financiamento externo no território nacional. A solicitação partiu da AGU (Advocacia-Geral da União), e os trabalhos estão sob a responsabilidade da Diretoria de Inteligência da instituição.
Situação jurídica da apuração
O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, esclareceu que a ação ainda não se transformou formalmente em um inquérito policial. Nesta etapa inicial, os investigadores processam os dados recebidos para definir os rumos da apuração.
“Já é uma investigação em andamento, mas ainda não foi instaurada a portaria do inquérito policial. Há um procedimento prévio que fazemos que é natural em todos os processos”, disse neste domingo (4) em visita ao CICCN (Centro Integrado de Comando e Controle Nacional).
Contexto das eleições e outras frentes
A movimentação ocorre após declarações do presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Kassio Nunes Marques, que afirmou no sábado (3) que as eleições não estão “sob ameaça concreta, seja internacional ou do crime organizado”.
A nova frente de apuração corre de maneira independente de outro inquérito aberto pela corporação, motivado por dados repassados pelos Estados Unidos sobre potenciais ameaças a sedes diplomáticas americanas no Brasil. No entanto, as duas linhas de investigação poderão ser unificadas caso apareçam conexões durante os trabalhos.
Investigação sobre embaixadas
No caso referente ao alerta americano, a PF já converteu o procedimento em inquérito policial. Na sexta-feira (2), foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão em São Paulo e na região do Distrito Federal para apurar um suposto plano contra instalações dos Estados Unidos.
O diretor-geral pontuou que, até o momento, não há comprovação de elementos sólidos que indiquem perigo real a nenhuma representação diplomática. As diligências prosseguem com a triagem do material recolhido nas buscas.
“Recebemos uma comunicação da embaixada dos Estados Unidos e, como é nosso dever, atuamos para apurar se tem alguma veracidade naqueles dados que nos foram encaminhados”, disse Andrei. “Cumprimos as medidas judiciais, há um processo sigiloso e não comprovamos nenhum elemento concreto que nos apontasse um risco efetivo para essa embaixada ou para qualquer outra embaixada. Os elementos colhidos ontem não indicam nada concreto, nenhum plano que a gente tenha identificado”.
Fonte: Política - Folha




