Uma série de sentenças emitidas pelo Tribunal Superior Eleitoral e pelo Supremo Tribunal Federal modificou profundamente a lista de participantes e o formato do encontro presidencial que aconteceria nesta quinta-feira (1º). O evento acabou cancelado pela TV Globo minutos antes de ir ao ar, após as saídas confirmadas do presidente Lula e do senador Flávio Bolsonaro.
Mudanças na lista de convidados
Inicialmente, a emissora havia selecionado apenas Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Augusto Cury. No entanto, uma ordem do presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, forçou a inclusão do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, após recurso apresentado pelo partido Novo.
A legenda argumentou que a regra de representação na Câmara deveria considerar a composição atual e não apenas os dados da última eleição legislativa. Já a ausência de Lula foi justificada pela avaliação de que ele seria o alvo principal dos adversários, optando por conceder uma entrevista no mesmo horário.
Intervenções do STF e novos impasses
O partido Missão acionou a Justiça para garantir a presença de Renan Santos, mas o pedido inicial foi negado pelo TSE e barrado no STF pela ministra Cármen Lúcia devido a questões processuais. Contudo, no início da noite de quinta-feira, o ministro Gilmar Mendes acolheu um pleito do Solidariedade e assegurou o direito de participação de Renan.
Paralelamente, a ministra do TSE Estela Aranha determinou que a emissora não poderia exibir os púlpitos dos candidatos faltosos. A decisão apontou que a regra do canal possuía “aparente intuito de compelir os candidatos a comparecer ao debate, renunciando à facultatividade de participação assegurada em lei”.
Desistência e fim do evento
Diante da liberação para a entrada de Renan Santos e da proibição de mostrar os púlpitos vazios, Flávio Bolsonaro também abandonou o pleito. A campanha avaliava que o representante do Missão faria oposição direta ao senador, enquanto a ausência do púlpito de Lula frustraria a estratégia de evidenciar a falta do petista.
Em nota oficial, a emissora justificou o cancelamento afirmando que a proibição dos púlpitos invalidava parte das regras acordadas previamente com os partidos e que a ordem para incluir Renan contrariava a legislação vigente sobre debates televisionados.
Fonte: Política - Folha




