Supremo tira a toga e veste a camisa de partidos

O Supremo Tribunal Federal (STF) enfrenta um momento delicado em que reuniões plenárias sobre assuntos específicos correm o risco de virar palco de intensos conflitos verbais. Membros da corte têm adotado posturas típicas de torcidas político-partidárias, cenário que já domina as redes sociais e o cotidiano da sociedade.

A perda da imparcialidade na corte

Magistrados deixaram de lado a neutralidade esperada de seus cargos para assumir posições alinhadas a preferências partidárias. O episódio recente envolvendo o caso do Banco Master foi marcado por trocas de ofensas, dinâmica que se repetiu no debate sobre a santa padroeira.

Diante do clima de confronto, o presidente do STF, ministro Edson Fachin, precisou cancelar a inclusão do tema na pauta desta quarta-feira (30) para impedir novos danos à reputação da instituição.

Críticas à gestão e atuação dos magistrados

Enquanto alguns apontam falta de pulso na condução da corte por parte de Fachin, avalia-se que a raiz do problema reside na conduta de ministros que se distanciam de suas atribuições constitucionais. Práticas como o envio estratégico de processos a relatores específicos revelam a existência de preferências político-ideológicas em julgamentos na capital federal.

O cenário de divisão interna e a perda de coesão colocam em xeque a imagem da justiça brasileira, deixando suas decisões sob forte desconfiança pública.

Fonte: Política – Folha

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